sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Otávio inicia nova ordem do Império Romano

Depois de mais de dois séculos de guerras e conquistas, os romanos queriam a paz. O Império Romano era então governado por Caio Otávio, militar que conseguiu estabelecer um conjunto de apoios políticos e militares e se sustentar no poder por pouco mais de 40 anos.




As forças militares foram fundamentais para a estabilização do poder; apesar de não ser um grupo coeso, o Exército era visto como responsável pelas grandes conquistas e, em grande parte, estava associado aos mercadores mais ricos. Na prática, existiam vários Exércitos, porém uma elite militar estava vinculada diretamente ao poder: a Guarda Pretoriana.



Grande parte da plebe marginalizada, ávida por "pão e circo" (naquele tempo não havia Coca-Cola), alienada, acreditava na inferioridade dos povos dominados, incluindo os judeus e, mais tarde, os cristãos. Mesmo assim, naquela época, ainda era possível ver um império assimilando a cultura de um povo conquistado.



Os mercadores tiveram grande importância para a consolidação do poder imperial. Foi a partir do governo de Otávio que passaram a ter efetivamente direitos políticos, uma vez que a sociedade foi dividida segundo critério censitário. Do ponto de vista econômico, foi a camada que mais se desenvolveu a partir da exploração do comércio interprovincial, usando principalmente o Mediterrâneo -o Mare Nostrum- como rota.



Parte dos antigos senadores patrícios aderiu à nova ordem. Se por um lado deixaram de monopolizar o poder, por outro conseguiram preservar privilégios sociais e alguns direitos políticos, pois Otávio manteve o Senado funcionando, fazendo com que o Império tivesse uma "aparência republicana".



A política externa do primeiro imperador foi marcada pela estatização da arrecadação tributária, pela imposição das leis romanas, pelo combate à pirataria no Mediterrâneo e pela repressão aos movimentos de resistência que existiam nas províncias dominadas. Era a "pax romana", uma paz imposta pela força, marcada pela violência e pela romanização dos povos das províncias que resistiam ao Império e que, ao mesmo tempo, garantia o controle sobre os principais centros produtores de minérios e cereais (naquela época não havia petróleo).

 
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/resumos/ult2769u19.jhtm

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