sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Muralha da China

Símbolo do espírito nacional da China, a Grande Muralha é o cristal de inteligência e de saber do povo da China antiga. Esta muralha constituiu um sistema completo de defesa militar durante a época das armas frias. Nos tempos modernos se apresenta como um espaço remarcado de aventuras transformando-se desta forma em importante atração turística, tanto para chineses como para turistas estrangeiros.




A Grande Muralha extende-se por cinco mil kilômetros de leste a oeste no norte da China como um imenso dragão percorrendo seu caminho pelos desertos e montanhas. Considerada uma das sete maravilhas do mundo, despertou a curiosidade, o interesse e a admiração de todo o planeta. A Grande Muralha figura no catálogo de relíquias culturais e foi incluída em 1987 no Patrimônio Cultural Mundial da Unesco.



Sua construção se iniciou no período de primavera e outono (770-475 a. C) se prosseguiu no período dos Reinos Combatentes. Durante esta prolongada época, teve na China sete reinos independentes: Chu, Qi, Wei, Han, Yan, Qin e Zhao que para se defenderem das incursões vizinhas cada um destes reinos construiu suas próprias muralhas em terrenos de difícil acesso. No ano de 221 a.C, o reino de Qin conquistou os outros seis estados e resolveu portanto unificar toda China, ordenando a união das muralhas levantadas por cada reino e construir novas tramas.



Desde então, a Grande Muralha passou a fazer parte da história da China com o nome de “Muralha do Dez Mil Li” (dois Li equivalem a um kilômetro), nome que foi conservado até os dias de hoje e vem sendo usado pelos chineses. A fim de protegerem-se contra as invasões dos hunos, as dinastias seguintes deram continuidade aos trabalhos de manutenção e reparação da muralha. As reparações de maior envergadura se realizaram durante as dinastias Qin, Han e Ming.



A muralha existente foi reconstruída sobre a base original nos tempos da dinastia Ming até alcançar uma largura de 5.660 Km, começando por Shanghai a leste para Jiayu a oeste, atravessando também quatro províncias (Hebei, Shanxi, Shaanxi e Gansu), duas regiões autônomas (mongólia e Ningxia) e Beijing.



O desenho e a construção da Grande Muralha são um reflexo fiel da sabedoria dos estrategistas e construtores daqueles tempos. Os muros, corpo principal da obra, se construíram aproveitando os contornos das montanhas e dos vales. Além dos muros, ao longo da muralha levantaram-se torres, passos estratégicos e atalayas que tinham por função servir como um alarme a possíveis ataques.



Ainda que a Grande Muralha tenha cumprido sua missão por muito tempo, sua permanência para a humanidade constitui em um valiosíssimo legado cultural, histórico, artístico, arquitetônico e turístico.
 
 
 
http://www.ccibc.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=117

Egito e o Rio Nilo

Falar em Egito, é falar de antiguidades, história, piramides, Rio Nilo, tumbas, monumentos históricos, mumias, etc. Há noticias da existencia do Egito ha cerca de 10.000 anos a.C. Em cerca de 3150 a.C., o Rei Mena fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias que governaria o Egito pelos três milénios seguintes. Desde então a cultura egípcia floresceu durante este longo período e manteve traços distintos na religião, arte, língua e costumes. Rico em história e cultura, o Egito encanta turistas de todo o mundo. Cairo é a capital do Egito e a maior cidade em África. O pais recebe anualmente milhares de turistas oriundos dos 4 cantos do mundo, em busca de conhecer as magnificas pirâmides egípcias dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos em Gizé. Pelo Rio Nilo é possível fazer lindos cruzeiros o que em termos turisticos é fabuloso.




http://www.bigviagem.com/egito-e-o-rio-nilo/

O AR EM MOVIMENTO

A pressão atmosférica varia na vertical e varia também, embora em menor escala, na horizontal. A heterogeneidade na distribuição horizontal da pressão vai criar forças que são as grandes impulsionadoras do movimento do ar; trata-se das forças de gradiente de pressão ou, simplesmente forças de pressão.




O gradiente de pressão consiste na variação da pressão atmosférica segundo uma direcção perpendicular às isóbaras e dirigido para os valores mais altos da pressão. Se, numa área extensa, a pressão atmosférica não variar, o gradiente de pressão é nulo nessa região.



A força de gradiente de pressão, resultante da variação horizontal da pressão atmosférica, tem uma direcção também perpendicular às isóbaras, mas no sentido das baixas pressões. É esta força que impulsiona o ar a deslocar-se das altas para as baixas pressões.



Quando o ar se move, tem que se considerar o factor rotação da Terra. Para um observador situado na superfície terrestre, há um desvio no movimento do ar, que resulta de o observador acompanhar o movimento de rotação da Terra. Assim, para um observador à superfície da Terra, existe uma força que faz desviar o movimento do ar da sua trajectória inicial, encurvando-a. Esta força de inércia chama-se força de Coriolis. A intensidade desta força é proporcional à intensidade do vento e varia com a latitude; no equador é nula e nos pólos é máxima. No Hemisfério Norte o desvio do movimento do ar, resultante da actuação desta força, é para a direita e no Hemisfério Sul é para a esquerda.



Outra força que actua sobre o ar é a força de atrito. Esta força é gerada sempre que existe movimento relativo entre o ar e a superfície do globo ou entre camadas de ar adjacentes. O seu efeito consiste em reduzir a intensidade do vento e em desviá-lo no sentido das baixas pressões. À superfície do Globo, o efeito do atrito é maior sobre terra do que sobre o mar. Acima da camada de atrito, que tem cerca de 1 km de espessura, o atrito torna-se desprezável.



Se o ar se deslocar numa região onde não haja atrito e se as isóbaras forem rectilíneas, estabelece-se um equilíbrio entre a força de gradiente de pressão e a força de Coriolis, como mostra a figura 3, e o ar segue um movimento rectilíneo e uniforme - trata-se do vento geostrófico.





 Equilíbrio entre as forças de gradiente de pressão e de Coriolis. O ar segue um movimento rectilíneo e uniforme - trata-se do vento geostrófico.

No caso de as isóbaras serem curvilíneas, o ar passa a ser actuado também pela força centrífuga. Não havendo atrito, estabelece-se agora equilíbrio entre as três forças: de gradiente de pressão, de Coriolis e centrífuga. Neste caso, o vento também vai ser paralelo às isóbaras, como mostra a figura 3, para o Hemisfério Norte: em (a) no caso de um centro de altas pressões e em (b) no caso de um centro de baixas pressões.




 Movimento do ar em torno de um centro de altas pressões no Hemisfério Norte.

 Movimento do ar em torno de um centro de baixas pressões no Hemisfério Norte.

Nas camadas baixas da atmosfera, onde não se pode desprezar o atrito, tem que se considerar o seu efeito: o vento deixa de ser paralelo às isóbaras e passa a cruzá-las, no sentido das baixas pressões. As figuras 3.a e 3.b mostram, também para o Hemisfério Norte, o movimento do ar em torno de um anticiclone e de uma depressão, no caso de haver atrito.



 Movimento do ar em torno de um centro de altas pressões no Hemisfério Norte, considerando o atrito.

 Movimento do ar em torno de um centro de baixas pressões no Hemisfério Norte, considerando o atrito.

Pelo facto de, no Hemisfério Sul, o sentido do desvio na direcção do vento ser para a esquerda, a circulação do ar em torno de um anticiclone e de uma depressão é também no sentido contrário àquela que acontece no Hemisfério Norte.


http://www.meteo.pt/pt/areaeducativa/interpretar_tempo/grandezas/index.html?page=ar.xml

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Você sabe o que é higiene?

Como é gostoso ficar limpinho! Tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos, pentear o cabelo, cortar as unhas. Tudo isso nos deixa mais bonitos e saudáveis!




Para manter os dentes brancos e fortes, não deixe de escovar os dentes depois das refeições, ao acordar e antes de dormir. Passar o fio dental também é muito importante para tirar os restinhos de comida que ficam entre os dentes.



Lavar as mãos é um ótimo hábito, principalmente antes das refeições e depois de ir ao banheiro. Nossas mãos nunca param quietas e estão sempre pegando em alguma coisa, que muitas vezes podem estar sujas e cobertas de micróbios.



Micróbios! Sabe o que é isso? São bichinhos tão pequenininhos que não vemos, mas que são responsáveis por muitas doenças, desde uma gripe até outras muito mais graves. Por isso lave bem as mãos sem enganação, não esqueça de usar sabão!



Tomar banho pode ser uma grande brincadeira como banho de mar, banho de rio, banho de mangueira. Mas importante mesmo é tomar banho todos os dias não esquecendo de lavar bem as orelhas, os pés e o cabelo com bastante sabão e xampu. Não há nada mais gostoso que tomar banho e dormir cheiroso!


http://www.superkid.com.br/pergunte/higiene/index.php

Você sabe quais são os estados físicos da água?

A água pode ser encontrada em três estados físicos:




Sólido
 

Líquido

Gasoso

A água pode mudar de estado físico como, por exemplo, ir do estado sólido para o líquido. Um exemplo disso é quando deixamos o gelo (estado sólido da água) fora da geladeira e ele derrete virando líquido.






Existem nomes que representam cada uma destas mudanças de estados físicos, veja abaixo quais são:







http://www.superkid.com.br/pergunte/agua/estado_da_agua.php

VULCANISMO

O vulcanismo consiste nos processos pelos quais o magma e os gases a ele associados ascendem, a partir do interior da Terra (Ver o Tema Estrutura da Terra), à superfície da crusta terrestre incluindo a atmosfera. O ramo da Geologia que se dedica ao estudo do Vulcanismo designa-se por Vulcanologia. O termo que está na origem destas palavras é Vulcão. É uma palavra de origem Latina, Vulcano o deus do fogo. Entendemos por Vulcão uma abertura (respiradouro) na superfície da crusta terrestre, através da qual se dá a erupção do magma, dos gases e das cinzas associadas. Do mesmo modo, a estrutura, geralmente com a forma cónica, que é produzida pelas sucessivas emissões de materiais magmáticos, é nomeada por Vulcão. Em termos gerais, a estrutura vulcânica que forma um vulcão é designada por aparelho vulcânico. Existem diferentes tipos (logo diferentes classificações) de vulcões, resultando daí diferentes configurações dos aparelhos vulcânicos, contudo estes são, normalmente, constituídos pelas seguintes partes: 1) câmara magmática, local onde se encontra acumulado o magma, normalmente situado em regiões profundas das crustas continental e oceânica, atingindo, por vezes, a parte superior do manto (Ver Estrutura da Terra e Tectónica de Placas), 2) chaminé (principal) vulcânica, canal, fenda ou abertura que liga a câmara magmática com o exterior das crustas, e por onde ascendem os materiais vulcânicos, 3) cratera, abertura ou depressão mais ou menos circular, em forma de um funil, localizada no topo da chaminé vulcânica, 4) cone vulcânico, elevação de forma cónica que se forma por acumulação dos materiais expelidos do interior das crustas (lavas, cinzas e fragmentos de rochas), durante a erupção vulcânica. Para além da chaminé vulcânica, a maioria das vezes, existem outras condutas, denominadas por filões. Também se podem formar cones laterais, secundários ou adventícios ao cone vulcânico principal.

Esquema representando o corte transversal de um aparelho vulcânico.

Esquema animado mostrando um aparelho vulcânico.


Um dos muitos aspectos característicos da morfologia vulcânica é a existência de caldeiras que resultam do desaparecimento, parcial ou total, do cone vulcânico. As caldeiras vulcânicas são estruturas colapsadas por explosões, abatimentos ou agentes erosivos. As caldeiras apresentam, geralmente, contornos mais ou menos regulares circulares ou elípticos.

Modelo esquemático e animado mostrando a formação de uma caldeira por abatimento parcial do cone vulcânico.



Caldeira vulcânica de Kilauea, a 1250 m de altitude, situada na ilha do Havai, a maior ilha do arquipélago Havaiano. Observe os contornos circulares.




Caldeiras da ilha do Havai, transformadas em lagoas.



O magma é uma mistura complexa de silicatos, que se encontra em fusão a temperaturas que variam, mais ou menos, entre os 800º C e 1200º C. Consoante o teor em sílica, os magmas podem dividir-se em: 1) ácidos, quando apresentam mais de 60% do teor em sílica, 2) andesíticos, quando o teor em sílica está compreendido entre 50% e 60%, e 3) básicos, quando o teor em sílica é inferior a 50%. Existe uma estreita relação entre o teor em sílica de um magma e a sua viscosidade. Assim, quanto maior for o teor em sílica, mais baixa será a temperatura para o manter no estado líquido e maior será a sua viscosidade. Deste modo, os magmas ácidos são mais viscosos que os magmas básicos. Também a fluidez de um magma aumenta com a temperatura, com o teor de ferro e magnésio, e com a quantidade de água nele contida. Sempre que o magma atinge a superfície das crustas, liberta os gases nele contidos, passando a chamar-se lava. De acordo com as características (teor em sílica, ferro, magnésio e água, viscosidade, fluidez, temperatura) dos magmas, de uma forma geral, podemos considerar três tipos de actividade vulcânica (efusões lávicas): 1) efusiva, caracterizada pela emissão lenta de lavas, em forma de escoadas, como se de "rios de lavas" se tratasse; os vulcões com actividade efusiva são alimentados por magmas básicos e fluidos, 2) explosiva, caracterizada pela projecção de consideráveis massas de materiais sólidos e por uma violenta libertação de gases; os magmas são, neste caso, ácidos e viscosos, os quais originam lavas que raramente formam escoadas, mas antes originam agulhas e cúpulas, e 3) mista, caracterizada pela alternância de explosões violentas e emissão lenta de lavas.





Exemplo de uma actividade vulcânica efusiva. Vulcão de Mauna Loa na ilha do Havai.




Fotografia tirada no dia 28 de Março de 1984. A lava derramada forma uma abundante escoada lávica - "Rio de lava" - próximo das pequenas crateras visíveis ao fundo da fotografia . A cratera que lançou o maior volume de lava é a que se situa na parte superior direita da fotografia. A escoada lávica com 1 a 2 quilómetros de largura na parte frontal, estendeu-se ao longo de 25 quilómetros.


Exemplo animado de uma actividade vulcânica explosiva no Monte de Santa Helena (Mount Saint Helens), situado a NW dos Estados Unidos, no estado de Washington. Durante 2 meses o vulcão, "adormecido" há 123 anos, mostrou sinais (sismos, erupção de vapores e cinzas) que estava a "acordar". Uma "protuberância" cresceu no lado norte da montanha. No dia 18 de Maio, de 1980, rochas e gelo deslizaram a alta velocidade e a montanha explodiu lançando gases, magma, e água pelo lado onde a "protuberância" tinha estado.



Exemplo de uma actividade vulcânica mista. Vulcão Stromboli, também conhecido pelo "farol do Mediterrâneo, localizado na ilha Stromboli, no Mar Tirreno, a Norte da Sicília, na Itália.




A fotografia tirada no dia 6 de Dezembro de 1985, mostra uma vista aérea de parte da cratera do Stromboli. A lava flui da direita para a esquerda do observador, resultado de uma violenta erupção que emitiu uma nuvem de cinza a uma altura de aproximadamente 2000m acima da cratera. Então um fluxo de lava emergiu e, lentamente, alcançou o mar.



Às erupções vulcânicas estão associados produtos de natureza gasosa, líquida e sólida.


As erupções são precedidas, acompanhadas e seguidas por abundantes emissões gasosas resultantes da desgaseificação do magma que alimenta os vulcões. O gás expelido em maior quantidade é o vapor de água, seguindo-se-lhe o anidrido carbónico (dióxido de carbono), anidrido sulfuroso (dióxido de enxofre), hidrogénio, monóxido de carbono, ácido clorídrico, metano, argon, flúor e outros. As proporções relativas dos diferentes gases variam consideravelmente com o tipo de magma e, dentro do mesmo magma, ao longo do tempo.

Durante a actividade vulcânica explosiva, ocorre a formação de quantidades variáveis de materiais sólidos que resultam de pequenas porções (salpicos) de lava que arrefecem e solidificam no ar ou na água. Estes materiais denominam-se genericamente por piroclastos ou tefra. De entre estes, destacamos: 1) poeiras ou cinzas vulcânicas, são materiais muito finos, com dimensões inferiores a quatro milímetros, facilmente transportados pelo vento e originados pela pulverização das lavas; quando se depositam na superfície terrestre dão origem a solos férteis, 2) bagacina ou «lapilli», são fragmentos de lava consolidada com dimensões compreendidas entre 4 e 32 mm, 3) bombas, são fragmentos de aspecto esponjoso, provenientes de lavas arrefecidas durante as erupções, apresentando formas variáveis e podendo atingir dimensões entre os 32 mm e 0,5 m; os fragmentos com dimensões entre 0,5 m e 1 m têm a designação de blocos e 4) pedra-pomes, são fragmentos de aspecto vesicular, com paredes muito finas, apresentando uma densidade inferior à da água, tendo origem em lavas muito ricas em sílica; à acumulação de pedra-pomes chama-se pomito.

Além dos piroclastos, outros fragmentos sólidos podem ser expelidos durante as erupções violentas. Estes fragmentos, arrancados às paredes da chaminé, têm a designação de ejectólitos.

Fotografia mostrando amostras de cinzas vulcânicas. A dimensão da barra (7 mm), colocada em baixo do lado esquerdo, permite avaliar as dimensões relativas das amostras.



Fotografia mostrando amostras de bagacina ou «lapilli». A dimensão da barra (1 cm), colocada em baixo do lado direito, bem como a moeda, permitem avaliar as dimensões relativas das amostras.



Fotografia mostrando uma amostra de bomba vulcânica. A dimensão da barra (50 cm), colocada em baixo do lado direito, permite avaliar a dimensão relativa da amostra.



Fotografia mostrando uma amostra de pedra-pomes. A dimensão da barra (3 cm), colocada em baixo do lado direito, permite avaliar a dimensão relativa da amostra.


 
É frequente, nas erupções vulcânicas mais violentas, a formação de uma mistura de materiais sólidos incandescentes de dimensões variadas (cinzas, bagacina, bombas e blocos), bem como de gases a elevadas temperaturas (cerca de 1000º C). A esta mistura chama-se nuvem ardente.



As lavas, conforme a sua composição e o tipo de arrefecimento (lento ou rápido) a que foram submetidas, podem apresentar à superfície aspectos muito variados. Assim sendo, surgem 1) lavas encordoadas ou «pahoehoe» (designação havaiana), que se caracterizam pelo aspecto rugoso que apresentam; durante a consolidação, surge, em primeiro lugar, uma fina crosta superficial debaixo da qual a lava continua a fluir, enrugando-a e dando-lhe a forma final de um encordoamento; são típicas de erupções efusivas 2) lavas escoriáceas ou «aa» (designação havaiana), caracterizam-se por apresentarem uma superfície irregular, com saliências ponteagudas; têm origem em lavas viscosas, com elevada percentagem de gases, que solidificam rapidamente; são típicas de erupções explosivas e 3) lavas em almofada ou «pillow-lavas», caracterizam-se pelo seu aspecto tubular ou em rolos; são típicas dos derrames submarinos, sendo o seu aspecto resultante do rápido arrefecimento da lava em contacto com a água.



Lava encordoada ou «pahoehoe».



                                                      Lava encordoada ou «pahoehoe».





                                                               Lava escoriácea ou «aa».




                                                             Lava escoriácea ou «aa».


                                                      Lava em almofada ou «pillow-lava».


A energia calorífica libertada pela câmara magmática, origina a libertação de materiais líquidos e gasosos existentes nas rochas encaixantes. A esta actividade chama-se vulcanismo residual ou secundário. Os fenómenos de vulcanismo secundário mais comuns são os seguintes: 1) géiseres, são jactos intermitentes e periódicos de água e vapor de água, a elevada temperatura, 2) fontes ou nascentes termais, são emanações de água, vapor de água e dióxido de carbono a elevada temperatura (cerca de 50 C); quando o calor libertado pelo magma em ascensão encontra aquíferos (acumulação de águas em profundidade), transforma as águas em águas termais ou juvenis; estas contêm sais minerais em diferentes proporções o que possibilita o seu uso para fins terapêuticos, 3) fumarolas, são emanações gasosas (vários compostos gasosos) exaladas através de fissuras em zonas próximas de vulcões activos; as fumarolas, com predomínio de gases sulfurados (dióxido e trióxido de enxofre, ácido sulfídrico) denominam-se sulfataras e podem produzir importantes depósitos de enxofre; quando, para além do vapor de água, existe libertação quase exclusiva de dióxido de carbono, as fumarolas designam-se por mofetas.








                                                                   Géisere na Islândia.




Na primeira página deste Tema, fizemos uma breve referência à estrutura vulcânica que forma um vulcão, enquanto que na segunda página fizemos uma alusão ao magma. Chegou o momento de dizermos, de forma muito sumária, porque é que surgem os vulcões.

Os vulcões ocorrem porque, como sabemos (Ver Tectónica de Placas e Estrutura da Terra), a crosta da Terra está dividida num mosaico de placas rígidas - placas tectónicas - que se assemelham a um "puzzle" . Há 16 macroplacas. Já sabemos que estas placas rígidas flutuam sobre uma camada menos rígida (plástica) e superficial do manto superior a astenosfera. As placas movem-se separando-se, placas divergentes, ou colidindo umas com as outras, placas convergentes. A maioria dos vulcões ocorrem próximo dos limites das placas tectónicas. Quando as placas colidem, uma placa desliza para baixo da outra. Esta é uma zona de subducção. Quando a placa que mergulha atinge o manto, as rochas que a constituem derretem e originam o magma que pode mover-se para cima e causar uma erupção na superfície da terra, resultando um vulcão. Em zonas do "rift" (cristas ou dorsais), as placas divergem (afastam-se) uma da outra e o magma ascende à superfície e causa uma erupção vulcânica. Alguns vulcões ocorrem no meio das placas nas áreas chamadas "hotspots" (pontos quentes) - lugares onde o magma se forma, no interior da placa, e depois ascende à superfície terrestre originando um vulcão.















Modelo esquemático representativo da origem e ocorrência dos vulcões à superfície da Terra.



Mapa-mundi simplificado mostrando a distibuição dos "Pontos Quentes" e os Limites entre Placas Tectónicas.


Os vulcões não estão distribuídos à superfície da Terra de forma aleatória. A maioria está concentrada nas regiões limítrofes dos continentes, ao longo das cadeias montanhosas, ou nos oceanos ao longo das dorsais (ver mapa). Mais de metade dos vulcões activos, acima do nível do mar, situam-se no Oceano Pacífico no chamado "Anel de Fogo". O "Anel de Fogo" é uma faixa circum-pacífica que se estende para norte ao longo das cordilheiras norte-americanas, passa pelas ilhas Aleutas e prossegue para sul passando pelo Japão, as Filipinas até à Nova Zelândia. Tal como já dissemos as posições dos vulcões estão directamente relacionadas com a Tectónica de Placas (zonas de subducção (fossas), dorsais e riftes). Contudo, alguns vulcões activos não estão associados aos limites de placa, sendo estes vulcões designados por "intra-placa". Os vulcões havaianos fornecem o melhor exemplo de uma corrente vulcânica de "intra-placa", desenvolvida no interior da Placa Pacífica que passa sobre "um ponto quente", relativamente estacionário, o qual fornece o magma para alimentar os novos vulcões activos.

Mapa mostrando a distribuição mundial dos vulcões activos, as principais placas tectónicas e os respectivos limites divergentes e convergentes, bem como a localização do "Anel de Fogo".


A Islândia é a maior parcela de terra inteiramente de origem vulcânica, formada por planaltos de lava expelida através de fracturas (actividade vulcânica tipo fissural) ou por grandes vulcões de forma cónica (actividade vulcânica tipo central). O complexo vulcânico da Islândia cobre uma área de, aproximadamente, 100.000 quilómetros quadrados atingindo, em certos locais, alturas de mais de 2 quilómetros acima do nível do mar. A rocha vulcânica predominante é o basalto, já o dissemos.




Em virtude da sua posição em relação à Dorsal Médio-Atlântica (ver mapa modelo) a Islândia está em contínua expansão, sendo as duas metades estiradas pela expansão dos fundos oceânicos (Ver o Tema Tectónica de Placas) onde assenta. As forças de tensão provocam o desenvolvimento de fracturas crustais dispostas paralelamente ao eixo da crista oceânica que, por vezes, funcionam como condutas para as erupções vulcânicas tipo fissural e central. As rochas mais antigas (cerca de 15 MA) da Islândia encontram-se nos extremos ocidental e oriental, e na actualidade a actividade vulcânica limita-se, praticamente, à parte central da ilha directamente situada sobre a crista médio-atlântica, razão porque esta ilha constitui um laboratório para o estudo dos mecanismos físicos da expansão dos fundos oceânicos.


Mapa modelo mostrando a dorsal ou crista médio-atlântica em expansão e a localização da Islândia disposta ao longo da dorsal.


Depois da análise deste Tema, bem como da Tectónica de Placas, ficamos a saber que a maior parte das erupções vulcânicas ocorrem ao longo dos limites das placas tectónicas. Com o actual conhecimento de que dispomos dos mecanismos da Terra e seu funcionamento, é possível fazer previsões acerca das probabilidades de ocorrência das erupções vulcânicas. Mas ainda não é possível prever a data exacta destes acontecimentos, bem como a sua real dimensão, há muito que investigar pois, tal como a Terra, o conhecimento é dinâmico. Para terminarmos este Tema passamos a mostrar algumas fotografias elucidativas de alguns aspectos do vulcanismo.

Esquema representativo de uma erupção do tipo fissural.




                                                        Erupção fissural na Islândia.



                                                         Vulcão Sakurajima, no Japão.





                                                          Vulcão Pinatubo, nas Filipinas.



                                    Piroclastos emitidos numa das erupções do vulcão Stromboli.





                    Cinzas vulcânicas emitidas pela erupção do vulcão Galungung, na Indonésia, em 1982.


                                            Erupção do vulcão Kilauea, no Havai, em 1960.



                             Rios de lava produzidos pelo vulcão Kilauea, no Havai, em 1960.




http://domingos.home.sapo.pt/vulcoes_7.html

Tipos de Rochas e Minerais

Os minerais são substâncias encontradas na natureza, formados por uma composição química equilibrada, resultante de milhões de anos de processos inorgânicos (ação do calor, pressão, etc). A maioria dos minerais é sólido, como feldspato, mica, quartzo, mas há alguns líquidos, como a água e o mercúrio.




As rochas são formadas por dois ou mais minerais agrupados. Existem três classificações para as rochas, de acordo com a sua formação: magmaticas, sedimentares e metamórficas.



Rochas Magmáticas

As rochas magmáticas, ou ígneas, como também são chamadas, são formadas pelo magma solidificado expelido por vulcões, e ainda podem ser subdivididas em dois tipos: intrusivas e extrusivas;



Rochas magmáticas intrusivas

São as rochas formadas pelo magma que se solidificou em grandes profundidades. O granito é uma das variedades desse tipo de rocha. No Brasil, algumas serras são formadas de granito, como a da Mantiqueira, do Mar, e algumas serras do Planalto Residual Norte-Amazônico.


                                          Granito
 
Rochas magmáticas extrusivas


São as rochas que são formadas pelo magma solidificado na superfície. Um exemplo de rocha extrusiva é o basalto.

Basalto

Rochas Sedimentares


São formadas através da sedimentação de partículas de outras rochas existentes ou de materiais orgânicos. As rochas sedimentares podem ser divididas em três tipos: clásticas, orgânicas e químicas.



- Clásticas

Também chamada de rochas sedimentares detríticas, são formadas por detritos de outras rochas antigas. Como exemplo de rocha clastica, existe o Arenito, Tilito, etc.


                                                         Arenito
 
- Orgânicas


As rochas sedimentares orgânicas são formadas por restos de animais e vegetais mortos, que vão se acumulando em alguns locais, e através de grande pressão e temperatura, dão origem á rochas e minerais como calcário, carvão mineral, petróleo, etc.  

Calcário

- Químicas


São formadas quando o líquido (água) onde os sedimentos de rocha estão dispersos, se torna saturado. As rochas químicas em geral formam cristais. Ex: calcita, aragonita, dolomita, estalactites e estalagmites.

Estalagmites

Rochas Metamorficas


As rochas metamorficas são rochas que sofreram alterações na sua estrutura em decorrência de altas pressões e temperaturas. Exemplos de rochas metamorficas são o mármore, quartzito (de onde é extraído o quartzo), etc.


Quartzo


http://www.infoescola.com/geografia/tipos-de-rochas-e-minerais/